Em novo estudo adicional,
os mesmos pesquisadores, liderados pelo Dr. John
W. G. Yarnell, relatam a associação
dos principais fatores relacionados com os hábitos
de vida e com os níveis plasmáticos
desses novos fatores preditores das doenças
cardíacas (descritos acima). O estudo foi
publicado no número de janeiro da revista
Arteriosclerosis, Thrombosis, and Vascular Biology:
Journal of the American Heart Association.
Os cientistas examinaram
2.188 homens de uma pequena cidade em South Wales,
Reino Unido, que se encontravam entre as idades acima
mencionadas.
Os pesquisadores descobriram
que homens que fumavam, usavam bebidas alcoólicas,
não realizavam atividade física, não
usavam medicamentos prescritos, e que eram obesos,
apresentavam níveis circulatórios mais
elevados dos componentes sangüíneos relacionados à formação
de coágulos. Estes níveis mais elevados
se encontram podem ocasionar tanto ataques cardíacos
como acidentes vasculares cerebrais.
Para realizar a sua análise,
os pesquisadores procuraram relacionar individualmente
cada item do modo de vida com cada um dos fatores
associados à formação de coágulos.
Descobriu-se, por exemplo,
que a realização de exercícios
físicos diminuía 2 fatores pró-coagulantes:
fibrina D-dimer e o fator de von Willebrand. Mas
a obesidade associava-se a níveis de 30 a
50% mais elevados de dois outros fatores coagulantes:
o antigenos tissular do plasminogênio e o ativador
do plasminogênio.
Hábitos tão
simples como a existência de horas de lazer
contribuíram para a diminuição
dos fatores coagulantes; a maioria das variáveis
relacionadas com a coagulação aumentou
com a idade e com o fato do paciente fumar.
Os autores concluem que
modificações no modo de vida podem
reduzir o risco de doenças cardiovasculares
relacionadas aos coágulos sangüíneos,
pela alteração nos fatores de coagulação
do sangue. Novos estudos com maior número
de pessoas podem ser necessários para confirmar
esta hipótese.